Eu nunca escrevi sobre amor em nenhum blog. Talvez tenha escrito um ou dois textos listando motivos de eu não acreditar que esse sentimento existisse, ou que amor era o que eu sentia por alguma banda ou até mesmo pelos animais abandonados. Eu sempre acompanhei alguns blogs onde todos os posts (ou se não, a maioria), eram sobre o amor, sobre como era bom sofrer por essa coisa, sobre como ele mudava a vida das pessoas, sobre…tudo que ele causava. Eu lia tudo e simplesmente não entendia nada, era como ler um texto em sei lá, alemão. Por um tempo, eu cheguei a pensar que eu tinha algum problema, era impossível isso. Eu não me abalava e não entendia como alguém poderia se deixar atingir por uma coisa dessas. É tipo uma bola que vem na sua direção, você pode desviar pra evitar. Era assim que eu pensava.
Uma vez, comentei isso com um amigo, e ele ficou impressionado quando eu disse que não acreditava em amor. Tentou me convencer do contrário, e quando viu que não rolava, terminou com “um dia você vai acreditar…” quase que profético. Algumas semanas depois, esse mesmo amigo começou a me mostrar que eu podia sim mudar de idéias, e que algumas mudanças não são ruins. Mudar a sua rotina por alguém que te faz bem, só vai te trazer coisas boas, e que a felicidade só é verdadeira quando é compartilhada.
Sabe o que é alguém te fazer acreditar que tudo tá e vai ficar sempre bem, mesmo estando há km de distância? Sabe o que é não precisar mais olhar em volta pra ter tudo o que você procurava e precisava, porque já tem numa pessoa só? Sabe o que é ter certeza de que seu futuro vai ser excelente, porque você sabe que seu futuro é aquela pessoa? Eu sei agora o que é isso.
Pra deixar bem claro: agora eu acredito e sinto. Mudei, tava na hora de crescer e acordar pra vida, né?
“So if you dare to second guess, you can rest. Assured that all my love is for you.”
Te amo, Dri. (L)